quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Na morte de
Maria Adelaide

Em Março, olhaste o último cavalo da noite.
No undécimo dia do trezeno ano,
Tomaste um barco de nome inóspito
E subiste o rio que leva à foz mais alta.
Fez-se, nos que ficaram, um Inverno definitivo.
Deixaste-nos a província ultramarina do teu sorriso,
Pérola intacta, acesa no nosso escuro descontentamento.
A tua última voz reúne os que te continuam.
«Agora vão», disseste, «quero dormir».
 

a.rapazote
 



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