Na morte de
Maria Adelaide
Em Março, olhaste o último cavalo da noite.
No undécimo dia do trezeno ano,
Tomaste um barco de nome inóspito
E subiste o rio que leva à foz mais alta.
Fez-se, nos que ficaram, um Inverno definitivo.
Deixaste-nos a província ultramarina do teu sorriso,
Pérola intacta, acesa no nosso escuro descontentamento.
A tua última voz reúne os que te continuam.
«Agora vão», disseste, «quero dormir».
a.rapazote
Maria Adelaide
Em Março, olhaste o último cavalo da noite.
No undécimo dia do trezeno ano,
Tomaste um barco de nome inóspito
E subiste o rio que leva à foz mais alta.
Fez-se, nos que ficaram, um Inverno definitivo.
Deixaste-nos a província ultramarina do teu sorriso,
Pérola intacta, acesa no nosso escuro descontentamento.
A tua última voz reúne os que te continuam.
«Agora vão», disseste, «quero dormir».
a.rapazote
Sem comentários:
Enviar um comentário