M.A.R.
Lembro-te árvore
Castanheiro,
de ramos abertos com pássaros a arder
De
diurno coração em frondoso riste e a voz exacta
Buscavas
o espinhoso fruto de um sentido áureo
Para
o inelutável absurdo da nossa contingência.
Eras então água acesa, lava
corrente
Incêndio em parada no prado.
Incêndio em parada no prado.
Outonaste
sem doce fruto, Mangueira peregrina
Em chão de sumidos freixos
e muros altos
Com as ameias do
anoitecido coração
Armadas de palavras sem terra
nem arados
Somando
aos idos, os dias que não chegaram a vir
E às
sombras jacentes em volta, as crescentes na alma.
De
cerrados ramos
Como
mãos que desistiram de querer
Norte
e aves
Sei-te
hoje perene, Oliveira.
a.rapazote
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