quinta-feira, 9 de janeiro de 2014


Francisco

Nada sabemos da escura gramática dessa noite.
Jazes nas cinzas para que voltaste
Ou já és nuvem?
O teu partir sem estrépito foi para Cartago
Ou para Cabinda?
«Somos isto, Francisco?», disse Maria
Com térreo horror na boca agastada.
Não sei que somos, apenas que caças.
No souto cerrado do que finda
Persegues no prado parada palanca
Ou a perene perdiz ainda?

Afinal, Francisco, todas as coisas são só isto.
 

a.rapazote
 


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